Parece fogo que arde, mas eu não consigo ver. É como uma ferida que dói, mas não consigo senti-la. É uma vontade de querer largar tudo e correr para os teus braços, afundar a minha cabeça sobre teu peito e lá permanecer. Com a mais louca vontade de prender os meus olhos aos teus, sem cessar. Porque tenho a mesma sensação de estar olhando a noite, negra e inebriante, que me faz querer sonhar sempre mais alto, embora sempre devagar, para aquele momento nunca mais acabar.
Por tantas vezes eu te vi passar e nem ao menos olhar para o meu rostinho maravilhado, e perceber um incontrolável sorriso, formando-se nos cantinhos da minha boca, que tanto quis encontrar a tua. Perco a conta de quantas vezes penso no teu sorriso e me encontro nos teus olhos que me deixam em estado de plenitude e serenidade. Mas decidi rezar todas as noites e todas as manhãs e pedir ao meu Deus, que tire a tua imagem da minha cabeça e o teu nome da minha boca. Porque não posso me arriscar a amar alguém assim como você, um perfeito mistério pra mim.
Porque nem ao menos imagino o que sentes quando escuta o meu nome ou quando olha nos meus olhos. Porque fico em dúvida se algum dia, irás citar o meu nome na tua história. Não posso arriscar que o meu debilitado coração se despedace no peito, acredito que não terei mais forças para concertá-lo outra vez. Embora, com a mais convidativa contradição, sinto a mais doce e perversa vontade de me jogar nessa história. Vivendo no risco de ser mais uma neblina nos dias ensolarados, como uma chama ateada a uma palha. Tudo por você. Posso viver no risco, só pelo prazer de encontrar-me com os teus abraços, vivendo no persuasivo presente do teu amor, que agora, apenas vaga nas minhas lembranças.
Antigos amores, sempre as mesmas lembranças....
Texto de Katielle Gomes
Texto de Katielle Gomes
