Também não direi que não fui feliz.

terça-feira, 19 de julho de 2011
Também não direi que não fui feliz. Porque fui. Nem desprezarei as lembranças de bons momentos que tivemos. E foram tantos! Inesquecíveis e adoráveis. Falar com você todos os dias, mesmo se tratando de qualquer “bobagenzinha à toa”, parecia quase um ritual sagrado. Nos adorávamos. E brigávamos. Como brigávamos! Eu odiava “ficar de mal” de você. Pra mim era torturante ter que fazer pose de indiferente sendo o que eu mais queria era deixar o orgulho de lado e, dizer incansavelmente que te amava pra vida toda e todo o sempre! Mas quando fazíamos as pazes. Nossa! Que paraíso! Éramos ternura, carinho e amor todo o tempo. Eu amava te escrever textos intermináveis daqueles de cansar a vista, só pra deixar bem claro o quanto eu era (?) apaixonada por você. Minhas poesias, as canções que fiz, todas elas tinham um nome: você! Mas tudo isso já não passa de lembrança. Não sei em que parte nos perdemos. Talvez tenha sido a distância – gosto de tato, de toque, de cheiro, de gosto – a gente nunca (NUNCA) teve a oportunidade de ficar juntas, nem pra um abraço.
O máximo que eu podia ter de você era a sua voz melodiosa ao telefone, me aconselhando a ser menos impaciente e, mais madura. Falava laconicamente da sua vida como se tivesse a intenção cruel de me deixar sedenta de vontade de saber mais e mais, insaciável eu implorava pra que falasse mais e, que tivesse a decência de me ligar pelo menos de vez em quando! E você ria e, me pedia calma com aquele sotaque nordestino cheio de manha. E é claro, nunca me ligou.

TRADUÇOES

Clipe Traduzido