Tenho escrito compulsivamente. Com um desespero danado, daqueles de fim de mundo. Será ansiedade? Acho que não, quando estou ansiosa como feito uma porca gorda. Será que é medo da morte, do epitáfio em anonimato, a irrelevância de uma existência inútil e desimportante? Poxa, essa foi profunda... Acho que também não. Eu sou do tipo despreocupada, tanto faz como tanto fez. Deu? Ótimo! Não deu? Que se dane. Eu acho que é bem pior que uma crise de existência fora de hora. Sinto que é maior que tudo isso e mais um pouco. É amor! Não se trata daqueles amores “água com açúcar” que os filmes adoram inventar, nem se compara com aquelas novelas mexicanas grotescas, com personagens afetados e resignadamente sofredores, vitimados até o tão esperado fim de “felizes pra sempre, amém!” Não! O meu amor não é isso. O meu amor não é assim. Ele é dolorido, mas não de uma dor insuportável, não de uma dor das maiores do mundo. Ele é dolorido de um jeito poético. Como a asa quebrada de um passarinho que á pouco tempo aprendeu a voar. É dolorido como um corte no dedo apressado ao roubar uma rosa da igreja, dolorido como um tropeço na pedra, sabe? É de uma dor gostosinha, entende? Daquelas que quando o machucado sara, a gente sente falta do pequenino incomodo e, fica cutucando a “casquinha” só por hobby mesmo e, pra constatar que já passou. Mas, meu amor não é só dor em poesia. Às vezes ele é tão teimoso. De uma teimosia danada! Teima que é dono do meu coração, que é eterno e, todo seu. Vê se pode? Ele é tão imaturo esse meu amor. De uma rebeldia adolescente e, de uma meiguice inigualável. Ah! Como é meigo o meu amor! Cheio de tanta ternura gratuita, de uma bondade pura e sincera. Daquelas capazes de fazê – lo buscar no infinito a felicidade só pra te fazer sorrir! Ele adora o seu sorriso. Ama tanto, que dá altos pulinhos aqui dentro que me deixa até sem ar! Só que ultimamente tenho notado ele quieto. Muito silencioso. Será que ele está bem? Ando preocupada. Não sinto mais aquelas sensações fora do comum como habitualmente acontecia quando ele se fazia notar. Por quê será que ele se escondeu? Como faço pra tê – lo de volta? Ele era um tanto peralta, eu sei, mas era adorável. Me fazia um bem danado. Eu me sentia “viva”. Onde será que ele está?
PS: Amor se estiver me ouvindo volta logo vai... Quero viver de novo!!!
