Não me ligue

segunda-feira, 25 de julho de 2011
Quer saber de uma coisa? Pois bem. Vou falar. Aliás, vou escrever. Tudinho que está entalado aqui na garganta, abarrotando meu coração, me privando o bom senso e, detonando minha alto – estima (nem tão alta assim). Pra começo de conversa, é bom você saber que minha paciência foi pro brejo! Lá longe onde Judas perdeu as botas, as meias, a cueca... Enfim, então nem venha me pedir aquilo que não disponho, pelo menos, não agora. Outra coisa, que negócio é esse de ficar me ignorando como se eu fosse um cachorro sarnento ou operador de call center viciado em gerundismo redundante? O que foi hein? É vingancinha? Se for, tudo bem, eu já aprendi a lição. Já deu o seu recado – digo “já deu seu recado” no sentido figurado, já que você tem se escondido de mim como quem comete um crime hediondo e, não aparece de jeito nenhum, temendo ser linchado -, mais uma vez você venceu. Satisfeita? É, nem eu. Estou com um misto de amor e ódio por você inenarrável. Complicadíssimo explicar. Mesmo se eu me desdobrasse pra tentar definir o que eu sinto aqui dentro, você não compreenderia. Ando com os nervos à flor da pele. Qualquer coisinha à toa me irrita num grau de extremo “hulckanismo” (acabei de inventar), isso quando não baixa “Carrie, a estranha”. Aí pronto, fico incomunicável, murmurando pelos cantos, ouvindo Legião Urbana e, arquitetando suicídio com aspirina e xarope. Pois é, meu lado “aborrecente” prevalece na maioria das vezes. Mas, não precisa se preocupar a ponto de me ligar não. Eu sei que pra você seria um sacrifício danado e, como penso no seu bem – estar, faço questão que respeite esse meu capricho. Não ligue, por favor. Não. Ligue por favor!

TRADUÇOES

Clipe Traduzido