A um certo Peter Pan

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Se você ao menos soubesse o que tenho a dizer. Se ao menos eu tivesse a chance de te falar tudo o que houve. Então talvez, ao invés de me deixar de lado e me julgar, você me entenderia. Nós não nos falamos há um bom tempo. Ficou tudo meio vago, meio no ar. Eu realmente não queria que fosse assim. Que acabasse assim. Mas hoje eu sei, que nem tudo o que queremos, podemos ter. Infelizmente. Eu sinto tanto a sua falta amor. Tanta saudade sabe? De te falar do meu dia, dividir minhas tristezas e meus sonhos com você. De falar bobagens que só você sacaria e, riria imperdoavelmente. Eu nem sei mais como está a sua vida. Aliás, tenho medo de saber. Saber que você está feliz com outra pessoa que não eu, me magoaria profundamente. Eu sei que isso soa um tanto egoísta. Acontece que dói muito a idéia de te perder pra outra pessoa, te perder pra sempre. Eu nem sei porque eu estou escrevendo aqui. Talvez seja essa incansável esperança que não me deixa desacreditar nem por um instante que a gente não daria certo. Porque isso seria injusto, já que a gente sempre se entendeu e procurou sempre se ajudar. E eu não me esqueço do primeiro papo que tivemos. Falamos sobre livros, você me indicou um que até hoje eu não li. E a partir daí criamos um elo mágico de carinho, amizade e respeito. Tantas vezes eu chorei desabafando sobre os meus desamores e, você tão paciente me ajudava a ver as coisas por um prisma diferente. Falava que tudo ia dar certo e, me fazia rir de mim mesma. Rir desse meu jeito doido e dramático, aliás, você amava me chamar de “dramática”. Era essa a sua definição carinhosa à meu respeito: dramática. A gente se dava tão bem, né amor? Eu adorei te conhecer e, não me arrependo de nada que tenha acontecido. Não me arrependo das dores que a sua ausência me causou (e causa), das nossas brigas, das nossas diferenças, da minha imaturidade pra compreender a complexidade de certas coisas. Tampouco me arrependo da alegria que a sua voz me causava, da felicidade de saber que você me amava, mesmo com “n” defeitos. Da vida eu não tenho certeza de muita coisa, mas a única coisa que sei é que eu te amo. Amo mesmo. Amo muito! Você é uma pessoa em que sempre confiei e que pra sempre torci. E não ligue pra o que você leu no começo da carta, em que eu disse que me magoaria muito saber que você tem outra pessoa. Só quero que você esteja feliz. Quero que seja feliz. Se te faz bem uma outra companhia que não a minha, siga em frente sem medo de ser feliz. Porque você merece.
ps: eu ainda te amo.
Texto de J. Rebouças

TRADUÇOES

Clipe Traduzido